sábado, 28 de março de 2009

A TESE DA XÔXA




Sempre ouvi dizer que a cabeça quando não tem ocupação, só pensa coisas da treta!
Um bom exemplo disso foi uma conversa entre duas amigas que, não tendo nada melhor em que pensar (ou não querendo pensar em nada melhor! ), chegaram á conclusão que as respectivas "Marias Franciscas" (irmãs gémeas, XôXas , etc... os nomes são muitos ) até eram bastantes inteligentes!!
Tendo o secundário completo, o que faltava a estas XôXas era mesmo um canudo .
Mas como seria possivel?!?!?!?!
Num país onde se vendem canudos em qualquer Universidade Moderna e Aberta, como é possivel haver XôXas sem canudo?!?!?!
Decidiram então que era altura de doutorar as XôXas para serem tratadas por Drª XôXa (os titulos são muito importantes ). Não queriam ser chamadas por Srª Engª XôXa... Ou Srª Arquitecta XôXa. Não !!! Tinha de ser Drª XôXa !
Com a crise que todos atravessamos, não havia fundos para um canudo comprado. Tinham de jogar as cuecas fora e começar o trabalho: a TESE DA XÔXA.
Após umas horas de trabalho exaustivo, sempre sem sair de cima, a XôXa continuava sem ideias mas cansada e até com um certo intumescimento. Era uma autêntica XôXa inchada ( parece o nome de um prato num restaurante chinês: Olhe, eu quero Arroz Chao Chao e XôXa Inchada para levar, sff!! )
Depois de tanta pesquisa e sem força para mais ( e porque não há XôXa que aguente ), a XôXa ficou seca de ideias...
Decidiu, então, propôr a quem lê que a ajude, dando ideias que façam uma tese bem suculenta para o seu doutoramento.
Pedem-se candidatos que dêem o corpo ao manifesto para uma exaustiva pesquisa para a TESE DA XÔXA!!!
Agradece-se desde já a preocupação dos candidatos em ajudar na educação desta XôXa, ajudando-a a alcançar o climax da sua formação profissional

Agora, só espero que isto não dê ... hummmm..... buraco!?!?!?!?

sexta-feira, 27 de março de 2009

VEM!




Vem!
Espero por ti... aqui na minha cama ausente de calor.
Vem tocar-me,
Sentir-me vibrar a cada toque teu...
Vem fazer do meu corpo, sedento de prazer,
Um trilho de fogo que se acende com as tuas caricias.



Vem!
Faz-me sentir o teu desejo,
Que é meu também,
De sentir na pele o calor da paixão,
Da tesão,
Da ânsia quase dolorosa de tão ansiada...



Vem!
Quero sentir o teu gosto na minha boca...
Provar o teu corpo
Deliciar-me com esse gosto doce do prazer e amargo da distância...
Quero beijar os teus lábios e perder-me neles...
Confundirmo-nos por entre a respiração entrecortada
Por gemidos interrompidos...



Vem!
Deixa-me ouvir-te respirar ofegante,
Num murmurio eterno,
Que ecoará para sempre na minha memória...
Deixa-me ouvir os teus gemidos roucos, loucos, sem nexo
Que me deixam rendida,
Sem força nem vontade,
De te oferecer resistência...



Vem!
Quero sentir esse aroma,
Tão antigo como o mundo...
Esse aroma de pecado que me persegue nas noites solitárias.
Quero ter na minha cama um novo perfume,
Feito do meu e do teu corpo.
As nossas essências mescladas de tal forma, que se tornam uma.



Vem!
Deixa-me ver nos teus olhos,
A tua alma de amante.
Esse brilho que surge sem avisar,
Que ilumina o meu ser.
Quero deixar-te entrar em mim
E mostrar-te numa linguagem que não permite mentiras
O desejo que me queima nas veias
O prazer que desabrocha diante dos teus olhos
E que consegues ver no fundo do meu olhar...



Vem!
Vamos silenciar o mundo... e deixar apenas os nossos corpos falarem
Vamos deliciar os nossos sentidos
E apaziguar esta fome de ti, de mim... de nós!

segunda-feira, 2 de março de 2009

ESCURIDÃO




Navego num mar de escuridão...

Nem estrelas tenho para me orientar...

O meu sol perdeu o brilho...

Uma luz ténue brilha nos confins do meu horizonte...

Não é a luz da esperança... já a perdi!

Mantenho-me em pé...

Ando...

Respiro...

Mas não vivo!!

Nem sobrevivo... apenas estou aqui!

Na escuridão da minha vida

Pouca coisa me anima...

Pouca coisa me mantém a navegar...

Mas continuo,

Navegando neste mar de escuridão!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ÁS VEZES...

Nem sempre é claro aquilo que sentimos...

A fronteira entre os diversos sentimentos é tão fina, que mais parece inexistente...

O que agora amo, mais logo odiarei...

Ou vice-versa!

O que sentimos balança ao sabor da brisa da desilusão...

Ou do contentamento!

Quero-te agora... ou nunca mais!

Vai-te embora... estou com saudades tuas!

Fica... quando vais?

És um amor... uma autêntica besta!

Fazes-me feliz... levas-me ás lágrimas!

Como posso dizer que sou feliz, se balanço assim tanto?

Como posso acreditar no amor eterno, se tudo muda a cada instante?

Serei eu o problema ou será assim com todas as outras pessoas?

Como seria mais fácil dizer, com sinceridade, o que se pensa...

Não haveria espaço para desilusões...

Porque sem criar ilusões, não as pode haver...

Estou feliz... ou nem por isso!

Depende da brisa...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MONÓLOGO CONTIGO...




- Onde estás?
- Aqui, onde me deixaste!
- Porque estás tão distante?
- Eu?! Não. Fiquei no mesmo sitio, sem me mexer... á tua espera. Tu é que te afastaste!
- Mas voltei... Porque não te aproximas?
- Porque já viajei quilómetros até ti... estou cansada!
- Não queres vir para ao pé de mim? É isso?
- Tenho medo... muito medo!
- Medo de quê?
- De mais mágoas... de reabrir feridas que ainda não estão saradas.
- Não me amas?
- Amo!!
- Mudaste...
- Sim!!! Foste tu quem provocou essa mudança...
- Não sinto o calor do teu amor...
- Porque transformaste o enorme fogo que sentia por ti numa frágil e ténue chama...
- Vem...
- Talvez já esteja a ir... mas tão devagar que, na ilusão da tua percepção, parece que não mexo...
- Porquê?
- Já te disse... tenho medo! Não quero voltar a sentir na pele o calor desse ferro que marca a sangue e fogo o sinal da traição...
- Eu prometo...
- Cala-te!!!!
- Porquê?
- Porque as promessas não são feitas para cumprir, mas para serem quebradas...
- Então que posso eu fazer?
- Aproxima-te de mim... com o tempo, talvez, voltemos a amar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DESPERTAR




Deixei...

De correr atrás de um sonho

Que não passa de uma quimera...

Deixei...

De procurar desesperadamente a felicidade,

Porque compreendi que ela está aqui bem perto de mim...

Deixei...

De querer o Sol só para mim,

Porque é bom partilhar o seu calor...

Deixei...

De pedir as estrelas,

Pois elas são belas quando brilham no céu...

Deixei...

Não! Não deixei!

Não deixei de sonhar!

Apenas aprendi a separar os sonhos da realidade...

sábado, 31 de janeiro de 2009

QUERO-TE!!




Quero-te!!

Muito!!

Imenso!!

De uma forma insana!!

A mera recordação de ti,

Faz o meu mundo tremer...

A boca seca com um deserto ante o calor do desejo...

As pernas tremem e vacilam...

O sangue ferve nas veias...

A respiração acelera desenfreada...


Quero-te!!

Sem duvida alguma!!

Quero o calor do teu corpo bem junto ao meu...

Quero sentir as tuas mãos a passear na minha pele...

Quero sentir a tua respiração na minha orelha,

Enquanto me dizes que também me desejas...


Quero-te!!

Mais e mais!!

Até saciar esta minha fome de ti...

Quero sentir-te pulsar dentro de mim,

Numa loucura sem llimites...

Até que, por entre os espasmos de prazer,

Desfaleça nos teus braços...


Quero-te!!

Desejo-te!!

De uma forma animal, irracional, fisica...

Quero-te!!

Mas não te amo... apenas te desejo como a um doce proibido!