Hoje tirei um dia para mim... Bem, não foi bem para mim. Foi para os que, de alguma forma, estão ligados a mim. Deixei a azáfama do meu dia-a-dia, entre a casa, a familia e o trabalho, e fui ter com amigas. Uma pequena conversa de lavar a alma. Sim, lavar a alma. Porque, ás vezes, precisamos de a lavar. Saiem lágrimas e desabafos sem nexo. Saímos de nós por uma ou outra causa e elevamo-nos a um patamar onde já não contamos como ser. Somos amigos. Apoio. Carinho. Ombro amigo. Somos tudo sem sermos solução.
Tenho pena que a minha vida não me permita dar mais atenção a quem gosto.
Não sou santa nem o pretendo ser. Sou apenas eu. Dói-me ver a dor que atinge outras pessoas. Tenho pena de não poder dar o apoio que numa outra altura da minha vida pedi e não tive. É certo que sobrevivi... Tornei-me mais forte... Mas porquê? Porque tive eu de penar para chegar onde hoje estou? Ainda que não esteja muito longe do sitio de onde parti...
Tenho pena de não ter o elixir milagroso que curaria todo o tipo de dores. Desde as dores provocadas por maus tratos conjugais até ás dores da impossibilidade monetária de sair de uma situação que só causa mágoa e ressentimento. Desde as dores de um amor impossivel até ás provocadas por uma decisão que marca o fim de um sonho. Desde as dores de uma traição até á mágoa de nos sabermos incapazes de assumir que não podemos alterar nada.
E, perante tudo isto, surge-me um blog. Alguém que se afirma de extremos. Alguém que gosta das coisas simples. Alivia-me lê-lo. Alegra-me. E deixa-me a pensar: Porquê? Porque se complica o que é simples? Porque temos (e agora falo mesmo de mim!) de mostrar constantemente o nosso lado forte, ácido puro, anjo negro e diabólico quando no fundo somos puro açucar derretido em ponto lágrima?
Porquê? Porquê? Porquê?
Se o que todos queremos é apenas e simplesmente um vislumbre de uma felicidade outrora prometida?
...porque somos como as videiras da vinha da Ira...retorcidas, velhas, carcomidas pelos Invernos gelados, podadas ao gosto do podador mor e, mesmo assim, sempre prontas para dar o fruto no final do Verão. Um fruto doce, macio e que alegra o espírito dos outros...
ResponderEliminarbj
bfs
Então vingaremos apesar das podas e dos gostos? Seremos sempre nós? Talvez apenas tenhamos a ilusão de mudança... e tudo permaneça igual. Doce além dos espinhos.
ResponderEliminarBj
E um fim de semana ao teu gosto (nem que seja a não fazer nada)